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PARADA LGBT 2017

O que foi essa PARADA?

A Parada LGBT de São Paulo é uma festa linda, é um show maravilhoso, é um dia para ser livre, é um dia pra não ter medo, é sinônimo de LUTA.

Diversa! Grandiosa! Colorida!

A Paulista ficou assim durante o evento que durou um pouco mais de dez horas. Desde o começo, mesmo com as equipes dando seus últimos retoques nos trios, você podia ver uma das avenidas mais famosas do país já mostrando que esse ano iria ser mágico. E foi, foi uma das melhores edições que já fui. Desde o início você podia ver todo tipo de pessoas, gay, trans, drags, lésbicas, tinha família homoafetiva, tinha família heteroafetiva também! Sem preconceito algum, todos em busca de ser e divertir. O verbo SER estava bem presente, você podia ver pessoas interagindo felizes, descontraídas, passeando e vivendo uma realidade que todos desejamos para o mundo inteiro.

Os coletivos como sempre deixaram sua marca, mostrando seus trabalhos importantes para a sociedade, e como é lindo ver várias pessoas querendo ali, ser empáticos com o outro e mostrar que ninguém está só, que sempre terá uma mão amiga para ajudar, principalmente para os grupos LGBT+ que costumam sofrer tanto preconceito e discriminação, se transformando em pessoas reclusas e a margem da sociedade.

Esse ano os trios também aparentavam estarem mais diversos, com 19 temas distintos, tinhamos novos grupos representados, como os dos Ursos (homens peludos).

O tema desse ano foi “independente de nossas crenças nenhuma religião é Lei todas e todos por um estado laico” onde questionou-se as bancadas religiosas nas mais diversas esferas do poder publico. O quão longe a religião pode influenciar decisões de extrema importância para a sociedade. Somos um país único em sua diversidade e por isso temos dezenas de religiões e não podemos deixar que nenhum tipo de grupo, seja ele religioso, político, cultural ou outros dominar uma crença e dizer que ela deva servir para uma nação inteira. Temos o nosso direito de ser quem somos, de pensar como queremos e de seguir a doutrina a qual acreditamos.

Tivemos muito protesto, muita luta, com os mais diversos questionamentos sociais que a comunidade LGBT tem sofrido.

Também tivemos festa, afinal a vida é multi, e não devemos viver apenas unilateralmente, pois é possivel sim, lutar e ser feliz ao mesmo tempo. Ser feliz não é crime. Viver não é crime. Crime é impor, discriminar, matar, molestar, abandonar outras pessoas. Crime é não viver feliz.

Não devemos esquecer disso jamais

Eu recebi essa reflexão pelo whatsapp e nao sei quem foi o autor dela, porem, achei ela extremamente intensa. Na reflexão é citado os gays, mas pra mim GAY é sinônimo de LGBT, pois qualquer um que se identifique com uma dessas letras passa por tudo o que é citado no texto.

 

SER GAY?????
É perder o almoço de família no domingo com todo mundo na mesa, é perder o natal, de vez em quando até o dia das mães, perder uns parentes.
É ter uma sociedade opressora dizendo que o seu amor não existe.
Ser gay é ter a cabeça revirada quando percebe que nasceu diferente, pra uma sociedade que o diferente não é aceito.
Ser gay é ter mil pessoas pra te julgar e uma minoria pra te dar a mão e dizer TAMO JUNTO VIADO.
Ser gay é receber olhar torto indo na padaria de manhã.
Ser gay é ser ameaçado de morte, né?
Ser gay “é safadeza”.
Ser oprimido a vida toda, uma borboleta em uma caixinha de fósforo, e quando sai da caixinha quer tudo mais rápido que pode, quer ser intenso.
Ser gay é receber lampadada.
Ser gay também é ser muito “MACHO”, é aceitar quem é e depois bater no peito pra mostrar pro mundo quem É VOCÊ.
Também é dar a cara a tapa, colocar a mão no joelho, dar uma reboladinha e oferecer o outro lado pro próximo tapa.
Ser gay é se sentir bem livre, leve, solto.
É não se privar de viver.
Ser gay é construir/ganhar uma família que nem é sua.
Ser gay é ser carente, é sentir falta de atenção, pedir um carinho.
Ser gay é chorar fazendo uma listinha de madrugada no bloco de notas enquanto se pergunta o que é ser gay, e lembrar da sua história tendo orgulho do que fez, e do que ainda vai viver.

SER GAY É RESISTÊNCIA.

 

 

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