Cultura, Teatro

O Homem de La Mancha

Musicais são minha fraqueza!

Sempre quando fico sabendo da estréia de um, estou eu lá na fila ansioso para assistir. Quando eu era apenas um Mini-Junior, um dos primeiros escritores que li foi Miguel de Cervantes. Ao ouvir  esse nome, remeto-me ao sinônimo de excelente autor e a onda pura de nostalgia corre em minhas entranhas. A escola a qual fiz o fundamental recebia o mesmo nome, convivi com livros desse autor com frequência na biblioteca escolar. Então, pense como eu fiquei em êxtase quando vi que uma obra que li na minha infância tinha sido adaptada para um musical. Uma chance de unir uma das minhas obras preferidas com o meu estilo de teatro preferido. Foi tipo…. Wow!

Na Broadway, o musical foi apresentado pela primeira vez em 1965, teve 2.329 apresentações e ganhou cinco prêmios Tony, incluindo melhor musical. Foi reapresentado inúmeras vezes, tornando-se um dos mais vistos espetáculos de teatro musical e uma das escolhas mais populares das companhias teatrais.

No Brasil, a peça foi traduzida por Paulo Pontes e Flávio Rangel e dirigida por Flávio Rangel. A versão para o português das canções foi feita por Chico Buarque de Holanda e Ruy Guerra. Estreou em 15 de agosto de 1972 no Teatro Municipal de Santo André.

Em 15 de janeiro de 1973 foi inaugurado o Teatro Adolpho Bloch, no Rio de Janeiro, com o musical O Homem de La Mancha, quando o personagem de Sancho Pança passou a ser interpretado pelo ator Grande Otelo, permanecendo oito meses em cartaz. Em 1974, O Homem de La Mancha fez temporada popular, de janeiro a março, no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro.

O atelier de cultura remontou o espetáculo em 2014 ao Teatro Popular do SESI, no predio da FIESP. Na época eu estudava na Paulista e o espetáculo era gratuito. Bastando apenas reservar os ingressos antecipadamente e no dia retirar. Os ingressos que restavam ou não eram retirados, eram liberados na hora da apresentação para o público que estivesse sem ingressos. Nesse ritmo, eu assisti várias vezes o espetáculo e, sério, é incrível! Após um ano ele encerrou o seu trabalho na FIESP. E agora, após um bom tempo longe dos palcos, o espetáculo que recebeu o prêmio Aplauso Brasil como Melhor Espetáculo Musical de 2014, o prêmio APCA de Melhor Espetáculo de Teatro e de Melhor Ator para Cleto Baccic, Melhor Musical nos Melhores de 2014 do Guia da Folha, além de onze indicações ao Prêmio Bibi Ferrera, das quais venceu sete: melhor musical (pela crítica e pelo voto popular), Melhor Direção (Miguel Falabella), Melhor Direção Musical (Carlos Bauzys), Melhor Coreografia (Kátia Barros), Melhor Figurino (Cláudio Tovar) e Melhor Desenho de Luz (Drika Matheus) voltou! De casa nova, ele está sendo apresentado no Teatro Alfa com o elenco original de 2014. Vale a pena conferir se você não teve a oportunidade de ir quando ele estava na Paulista. O teatro é dirigida adaptado por Miguel Falabella. Os preços variam de R$50,00 a R$190,00.

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